sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Da incerteza e dos calendários

Corria os olhos por folhas de papel
Torcia o tempo com a ponta dos dedos
Decidia o futuro com o vermelho hidrocor
Ao menos, era o que tentava.

Fazia contas como de cabeça,
eram oito dias para cá, vinte e oito para lá,
tirava mais quinze que estaria enrolado
e pulava mais um fim de semana.

Era a ciência da incerteza,
que não era associada ao comutador de dois operadores,
era mais do que saber onde estar e o que ser.

Era a ciência da incerteza,
que não era simulada pelo caos de um belo atrator,
era mais do que diversos referenciais.

Era a sua própria vida,
improvável e indeterminada,
imprevisível e finita.