Se os sons da Terra já não me alcançavam,
os ventos que empurravam eram os mesmos que ensurdeciam.
Se a ponte que seguia era o único caminho,
os olhos que guiavam também eram os que faziam tremer.
Enquanto por ali continuava,
tão pouco podia avaliar o que fazia.
Não era mais a mente,
era somente o ritmo.
Se refletia no fundo do Oceano,
não era mais do que cores difusas entre as nuvens.
Se refletia no meu próprio interior,
a imagem não ganhava mais contornos.
De pouco a ponte se movia, de um lado para o outro,
de pouco se esticava adiante.
Poderia ceder a qualquer momento da passagem,
e, de fato, em algum deles irá.