sexta-feira, 27 de julho de 2012

Do limite de uma máquina

Parem as máquinas!
Parem o mundo!
Parem o tempo!
Preciso parar também.

O pedido é silencioso mas, ainda, honesto.
Faz falta a brisa do início da tarde de inverno
e mesmo as árvores precisam trocar suas folhas já secas.

Limite:
uma expressão sem sentido
até você atingi-la
e enquanto não conseguir retornar.

Pensamentos não conseguem repousar,
congestionamento de ideias,
inquietude,
e só.

Posto em ritmo marcado,
onde se espera que esteja preparado
no tempo estabelecido e não no necessário.
Então, como esperam música além da fábrica?

E sabe que precisa tentar,
sair e correr, bater e viver,
pular e fazer, produzir e repetir,
acontecer, acontecer e acontecer.
Apenas não dá (agora).

Viver é um pouco mais que um (des)equilíbrio termodinâmico.
Até os robôs precisam sonhar.